25 Janeiro, 2012

POST DEDICADO AO ANIVERSÁRIO DA CIDADE DE SÃO PAULO:458 ANOS







1 - Fotos de São Paulo - Brasil

2- Caetano Veloso - Sampa


Clique e Ouça-São Paulo - Premeditando Breque




Fundação de São Paulo
No começo de 1554, os padres Manoel da Nóbrega, José Anchieta e outros membros do grupo religioso Companhia de Jesus começaram a subir a serra em direção aos Campos de Piratininga. O planalto era habitado por uma tribo de índios tupiniquins liderados pelo cacique Tibiriçá. Chamava-se Piratininga, porque tinha abundância de peixes. No período de cheia do rio Tamanduateí e Tietê, os animais costumavam ficar presos em lagoas rasas. Os que não eram apanhados, secavam ao Sol. Daí o nome da região, que em tupi quer dizer "peixe seco".


Os religiosos chegaram à Piratininga em 24 de janeiro de 1554. No dia seguinte, o padre Manuel de Paiva celebrou uma missa nas proximidades de uma cabana de pau-a-pique que mais tarde funcionaria como escola de catequese, enfermaria e residência dos jesuítas. A data da celebração ficou registrada como a da fundação da capital paulista.


Pouco tempo depois, Manoel da Nóbrega pediu autorização a Tibiriçá para erguer um colégio no local. Não teve problemas para obtê-la, uma vez que a amizade entre brancos e índios já havia sido selada com o casamento das duas filhas do cacique com portugueses. O complexo, ao redor do qual começou a se formar um povoado, recebeu o nome de São Paulo, já que no dia 25 de janeiro a igreja Católica comemora a conversão do apóstolo Paulo. Hoje, o Páteo do Colégio marca o local exato onde ele se ficava.


Maiores prédios de São Paulo
Mirante do Vale

1) Mirante do Vale
170 metros, 51 andares, 1960


2) Edifício Itália
165 metros, 46 andares, 1965


3) Edifício Altino Arantes (Banespa)
161 metros, 35 andares, 1960


4) Torre Norte do Centro Empresarial Nações Unidas
158 metros, 38 andares, 1999


5) Parque Cidade Jardim (sete prédios)
158 metros, 41 andares, 2008


6) Birmann 21 (Editora Abril)
149 metros, 26 andares, 1997


7) e-Tower
149 metros, 39 andares, 2005


8) Bank Boston (atual Nestlé)
145 metros, 30 andares, 1955


9) Banco do Brasil
143 metros, 24 andares, 1955


10) Eldorado Business Tower
141 metros, 32 andares, 2007


Números curiosos


Rio Tietê

O Rio Tietê é o mais extenso do estado, com 1.032 quilômetros. Nasce na Serra do Mar, perto de Mogi das Cruzes. Depois de atravessar a cidade de São Paulo, corta o estado e deságua no rio Paraná. Era chamado pelos índios de Anhembi.


O Hospital das Clínicas, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, é o maior complexo hospitalar da América Latina. Tem 352 mil metros quadrados de área construída. Trabalham ali 5.500 pessoas - 200 professores, 1.500 médicos
contratados, 800 residentes e 3 mil enfermeiros. Por ano, são realizadas 1,1 milhão de consultas e 29 mil cirurgias e gasta-se 97 quilômetros de esparadrapo.


O Instituto Butantan foi criado em 1901, sob a direção do médico Vital Brasil. No início, o local era uma grande fazenda onde eram criados cavalos para a produção de soro.


A Biblioteca Mário de Andrade tem em seu acervo 420 mil livros, 40 mil deles raros. Entre eles, estão os 23 volumes da célebre enciclopédia do filósofo francês Diderot, de 1751.


O Pico do Jaraguá é o ponto mais alto da cidade de São Paulo (1.135 metros acima do nível do mar). Documentos antigos dizem que o Pico foi o primeiro lugar onde se encontrou ouro no Brasil.


A Represa de Guarapiranga, que está a 30 quilômetros do centro da capital de São Paulo, tem 32 mil quilômetros quadrados.


O primeiro e maior planetário brasileiro é o do Parque do Ibirapuera. Foi inaugurado em 26 de janeiro de 1957. A sala tem 20 metros de diâmetro e lugar para 350 pessoas.


Cerca de 5 milhões de pessoas, ou metade da população paulistana, moram em habitações irregulares: 2,5 milhões moram em loteamentos ilegais, 2 milhões em favelas e 600 mil em cortiços.


A Organização das Nações Unidas (ONU) recomenda 12 metros quadrados de área verde por habitante e São Paulo tem insuficientes 4,8. São 15 quilômetros quadrados distribuídos em 31 parques, muitos deles com problemas de segurança e conservação.


A cidade produz 15 mil toneladas de lixo por dia e 95% são levados a dois aterros sanitários, cujas capacidades estarão esgotadas em 2002.


Durante o dia, os 4,4 quilômetros quadrados dos bairros paulistanos Sé e República são percorridos por 2,8 milhões de pessoas.


A ONU recomenda 3 leitos de hospitais para cada mil habitantes. São Paulo tem um números razoável: 2,75 por mil. Mas os leitos são mal distribuídos pela cidade.


São 15 homicídios e 300 assaltos por dia, apesar dos 19.529 PMs, 11.367 policiais civis e 4.300 homens da Guarda Civil Metropolitana.


A noite mais fria na cidade ocorreu em 2 de agosto de 1955. Os termômetros marcaram 2,1 graus negativos.


Uma pesquisa realizada em 2008 pelo Ibope constatou que 55% dos paulistanos sairiam da cidade para viver em outro lugar se tivesse a oportunidade.


O trânsito mata em média 2 pedestres, 1,3 motociclista, 0,8 condutor/passageiro e 0,2 ciclistas por dia na cidade - cerca de 4,3 pessoas mortas por dia.


Símbolos da cidade


Avenida Paulista
A área onde hoje está a Avenida Paulista, um dos principais centros financeiros da cidade, consistia em uma trilha de bois que cruzava uma mata. No século 19, o engenheiro uruguaio Joaquim Eugênio de Lima separou lotes de terra no local com a intenção de repassa-los a banqueiros, industriais e barões do café. Foi o próprio Eugênio de Lima quem planejou a Paulista, inaugurada em 1891. Os prédios residenciais começaram a tomar a região na década de 1950. Os edifícios comerciais vieram 20 anos depois. Atualmente, circulam todos os dias pelos 2,8 quilômetros de extensão da avenida mais de 1 milhão de pessoas.


Catedral da Sé
Construída entre 1913 e 1954, o templo gótico tem projeto do alemão Maximillian Hehl. Sua arquitetura mistura os estilos gótico, bizantino, medieval e renascentistas, e sofreu uma grande restauração em 2002. Uma de suas principais atrações é a cripta subterrânea, onde estão os restos mortais do índio Tibiriçá e do regente Antônio Feijó.


Viaduto do Chá
O viaduto do Chá tem esse nome porque foi ali que se fez uma das primeiras tentativas de cultivar chá no Brasil por volta de 1820. Antes da abertura do viaduto, transpor o rio Anhangabaú era uma aventura arriscada. Quem saísse da praça do Patriarca em direção ao Teatro Municipal, que nem existia naquele tempo, tinha que descer até o fundo do vale, passando por uma plantação de chá, cruzar uma pinguela sobre o rio e subir um morro. Em 1892, uma empresa privada decidiu erguer a ponte e acabou importando toda a estrutura metálica da Alemanha. Como a obra custou caro, a construtora decidiu cobrar pedágio dos pedestres que passavam por ali (3 vinténs, moeda portuguesa usada na época). Mais tarde, por causa de protestos, a Prefeitura decidiu encampá-lo e liberar sua travessia.


Pátio do Colégio
O colégio erguido pelo Padre Manoel da Nóbrega deu início ao povoado que, séculos depois, se transformaria em uma das maiores cidades do mundo. A autorização para construí-lo foi obtida junto ao índio Tibiriçá, cuja simpatia havia sido conquistada e selada através do casamento de suas duas filhas com portugueses. A construção original já não existe mais, mas uma réplica marca o local. Apenas uma parede de taipa, a cripta e o torreão permaneceram intactos. No complexo, que em 1954 voltou às mãos dos jesuítas, funcionam hoje um museu, uma biblioteca e um café.


Teatro Municipal
O arquiteto Ramos de Azevedo assina o projeto do teatro, finalizado em 1911. Sua inauguração teve que ser adiada em um dia porque os cenários e figurinos da ópera Amleto, que marcaria o evento, não chegaram a tempo. Em 1922, o local sediou a Semana de Arte Moderna, que provocou uma verdadeira reviravolta no cenário cultural do país.


Estação da Luz
Trata-se de uma réplica da estação de Sydney, na Austrália, construída entre 1895 e 1901. Sua principal finalidade era escoar a produção de café para o Porto de Santos. O relógio que fica no alto de sua torre era referencial para acerto dos relógios da cidade. Com o aumento do movimento, foi necessário a construção de uma nova estação, a Júlio Prestes, em 1901, onde hoje funciona a Sala São Paulo de concertos.


Monumento às Bandeiras
Criado por Victor Brecheret, a escultura de granito demorou 17 anos para ser concluída. Possui 43 metros de comprimento, 8 de largura e 5 de altura. O povo brasileiro é representado pelo grupo de 35 índios, negros, portugueses e mamelucos que acompanham os dois bandeirantes.


Viaduto Santa Ifigênia
O Santa Ifigênia foi construído para melhorar o trânsito das carruagens que circulavam pela região na década de 10. A obra tem estrutura de metal belga e gradis em estilo art-noveau. Seus 225 metros de comprimento demoraram 2 anos para ficaram prontos.


Parque do Ibirapuera
Entregue a cidade nas comemorações de seus 400 anos. O local era um antigo acampamento indígena e contém 1,6 milhão de metros quadrados. Oscar Niemeyer e Burle Marx dividem a autoria do projeto arquitetônico. Seu nome, em tupi-guarani, quer dizer "pau podre".


Mercado Municipal
Outra obra de Ramos de Azevedo, inaugurada em 1933. Tem ao todo 12.600 metros com 289 boxes que vendem frutas, carnes, peixes, temperos, verduras e queijos. Entre os petiscos vendidos no local, fazem sucesso o pastel de bacalhau e o sanduíche de mortadela. Cerca de 450 unidades desse último são vendidos diariamente pelo Bar da Mané, um dos principais especialistas no prato.


Fonte dos textos acima:GUIA DOS CURIOSOS




Peruanos comiam pipoca antes mesmo de fabricar cerâmica




Fonte do texto:DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS




Eles podem não ter tido televisão, mas tinham um costume relacionado a assistir filmes: o consumo de pipoca.


Pesquisadores encontraram evidências de que sociedades peruanas comiam pipoca muito antes da utilização de cerâmica.


Isso significa que o consumo de pipoca começou cerca de mil anos antes do que se acreditava.
Cientistas peruanos e americanos conseguiram desenterrar palha de milho, caules, espigas e borlas (pólen de produção de flores no milho) que datam de 6.700 a 3.000 anos atrás em Huaca Prieta Paredones, no norte do Peru.


As características do sabugo de milho sugerem que os habitantes dessas regiões preparavam e comiam milho de várias maneiras, inclusive fazendo farinha e pipoca.


A pipoca peruana é a mais antiga evidência fóssil do milho "estourado" na América do Sul. Apesar de já existir consumo de milho há milhares de anos na região andina, esse vegetal ainda não era uma parte importante da alimentação do povo antigo.


"Em muitas áreas, o milho chegou antes da cerâmica. Isso indica que o consumo de milho não dependia de cerâmica", diz Dolores Piperno, do Museu Nacional de História Natural Smithsonian.
A evolução do consumo do milho é difícil de ser estudada porque espigas e grãos não se preservam muito bem.





A fé que vem da África




Entenda os cultos brasileiros inspirados em rituais que atravessaram o Atlântico


Angélica Moura




Os 3,5 milhões de africanos que vieram para o Brasil como escravos ao longo de 300 anos deixaram marcas profundas. Uma das heranças mais marcantes desse encontro é a religiosidade de origem afro. Ao desembarcar em estados tão distantes entre si como Maranhão, Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul, os escravos criaram diversos novos nichos da religião originada do outro lado do oceano Atlântico.


Os africanos acreditam que o mundo é constituído de forças. Tudo e todos, sejam seres vivos ou inanimados, possuem uma força vital (chamada de "ntu" pelo povo bantu, originário da África subsariana, e "axé" pela nação ioruba, vinda da região de Nigéria, Benin e Guiné). De acordo com essa fé, os seres humanos podem manipular essas forças. Graças à mediunidade, eles estabelecem a comunicação entre a força visível (o homem) e a força não visível (os orixás ou os antepassados).


"Nos povos iorubas, a força vital é movida através da incorporação de forças da natureza, representadas pelos orixás. Nos povos bantus, a força vital é manipulada pela incorporação da força humana dos antepassados", afirma Dilma de Melo Silva, professora de Cultura Brasileira da USP. Segundo Eduardo Oliveira, no livro Cosmovisão Africana no Brasil, "as religiões africanas são eminentemente comunitárias. O importante é o bem-estar de todos os membros do grupo". Ou seja, tanto aqui como na África, o culto religioso visa a harmonia espiritual e social.


Os mais famosos
A rota de oito cultos praticados por aqui




Os mais famosos


Catimbó
Mais comum na Amazônia, é marcado pela influência indígena. As entidades cultuadas são caboclos e um instrumento dos índios, o maracá, está sempre presente.


Tambor de Mina
Nome dado no Maranhão à religião africana praticada de acordo com a tradição jeje-nagô. Os filhos de santo incorporam voduns, orixás e caboclos.


Xangô
Praticado principalmente em Pernambuco. As diferenças com relação ao candomblé são sutis: o dia de oferenda ao orixá ou a fixação do couro no atabaque.


Candomblé
Comum principalmente na Bahia, segue a tradição ioruba e cultua os orixás. Cada um contém uma qualidade específica da natureza.


Culto aos Egunguns
Praticado sob direção de um sacerdote mais velho, que evoca as almas dos mortos. Encontrado principalmente na ilha de Itaparica, na Bahia.


Islamismo
Trazido pelas nações Haussás, Malês e Fula (vindas do reino muçulmano do vale do Niger), em 1835 o Islã negro liderou a Revolta dos Malês em Salvador.


Umbanda
Nome dado em vários estados, em especial Rio e São Paulo, para a fé que assimila várias linhas religiosas: culto aos ancestrais, culto aos orixás, kardecismo e cristianismo.


Batuque
Fruto de religiões dos povos da costa da Guiné e da Nigéria, de nações Jeje, Ijexá, Oyó e Oba, cultua os orixás e é encontrado principalmente no Rio Grande do Sul.


Iorubas
Várias nações ocupavam essa área: Mina, Níger, Fanti-Aschanti, Oyo, Jeje, Ketu e Ijexá. Seus moradores cultuavam voduns e orixás.


Bantu
Na região que comportava as nações de Benguela, Angicos, Macuas e Cabinda, praticava-se o culto aos ancestrais.

Palavras de crença
Expressões marcantes da religiosidade africana




Banto: grupo etnolinguístico localizado principalmente ao sul do deserto do Saara.


Ioruba: idioma da família linguística que habitava a região que hoje corresponde a Nigéria, Benin e Guiné.


Eguns: mortos.


Orixás: ancestrais divinizados.


Exu: mensageiro dos orixás e dos homens.


Macumba: significa "o tambor".


Padê: despacho oferecido antes de começar os rituais religiosos.


Fonte do texto:Revista Aventuras na História



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