21 Janeiro, 2012

Mumificação no Egito antigo




Por mais de 3 mil anos, cadáveres foram dissecados, desidratados e enfaixados


Maria Carolina Cristianini



A expressão “a terra há de comer” não faria sentido para as pessoas com dinheiro no Egito antigo. Lá, acreditava-se no ka, uma força que continuava após a morte – desde que o corpo fosse bem conservado. Para isso, usava-se uma técnica inspirada no deserto. Após observar que a areia quente e o ar seco preservavam os mortos, os egípcios criaram um método de dissecação e mumificação acompanhado de um ritual religioso.


As primeiras múmias conhecidas são de 3000 a.C. Privilégio dos monarcas, 800 anos depois é que o processo se estendeu a qualquer um que pudesse pagar. E nem só humanos eram mumificados. Em janeiro, cães foram encontrados em El Faiyum, um oásis a 80 quilômetros do Cairo. “Era uma forma de homenagear animais de estimação”, explica o historiador Julio Gralha, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro.


As últimas múmias são do século 4 d.C.. A influência romana e o avanço do cristianismo podem ter encerrado a prática.


Rumo ao sarcófago
O processo tinha seis passos e demorava até 70 dias 1. Limpeza geral O corpo era levado para tendas ao ar livre, em um lugar chamado Ibu (local de purificação), na margem oeste do rio Nilo, onde ficavam os cemitérios. Ali, era entregue a sacerdotes. Em uma mesa inclinada para coletar fluidos, era lavado com vinho de palma e água do rio.


2. Adeus, vísceras
O sacerdote Ut removia os órgãos por um corte do lado esquerdo do abdômen. Só sobrava o coração. Pulmões, intestinos, estômago e fígado iam para recipientes especiais.O resto era jogado no rio Nilo – incluindo o cérebro, que era retirado pelas narinas.


3. Guardiões
Os órgãos mais importantes eram armazenados em vasos. Eles representavam os quatro filhos de Hórus, deus dos céus: Duamutef (cachorro) cuidava do estômago; Qebehsenuf (falcão), dos intestinos; Hapi (babuíno), dos pulmões; e Amset (humano), do fígado.


4. Sal até as entranhas
Com o cadáver livre das vísceras, começava o processo de desidratação, feito com natrão, um tipo de sal mineral muito comum na região. O corpo era preenchido e envolvido com esse sal e permanecia assim por 40 dias.


5. Recheio seco
Após a desidratação, havia nova lavagem com água do Nilo e aplicação de substâncias aromáticas e óleos para aumentar a elasticidade da pele. Para não ficar deformado, o corpo era recheado com serragem e plantas secas. Só então recebia até 20 camadas de tiras de linho engomado.


Fonte do texto: Revista Aventuras na História Nº 57 – Abril de 2008





Fósseis 'perdidos' recolhidos por Darwin estavam em armário


Fonte do texto:DA EFE

Fósseis 'perdidos' recolhidos por Darwin estavam em armário

,br. Tidos como desaparecidos, vários fósseis recolhidos pelo naturalista inglês Charles Darwin no século 19 foram encontrados em um armário da instituição científica British Geological Survey. A informação é da rede de televisão BBC.


Darwin pegou as amostras de fósseis durante sua histórica viagem com a embarcação Beagle, em 1834, época em que começou a desenvolver a Teoria da Evolução.


Os fósseis estavam ao lado de outras amostras que há mais de 160 anos tinham sido depositadas no mesmo armário. O móvel estava nos porões da instituição, localizada em Keyworth, no centro da Inglaterra.


O responsável pelo achado foi o paleontólogo Howard Falcon-Lang, da Universidade de Londres. Ele resolveu verificar o armário quando viu o rótulo de "plantas fósseis não registradas" em algumas gavetas.


"Dentro havia centenas de lâminas de vidro com amostras de fósseis de plantas, que eram polidas em folhas transparentes para serem examinadas sob o microscópio", explicou o cientista. "A primeira que peguei já estava etiquetada com o nome de Darwin", acrescentou.


Estes fósseis de Darwin "se perderam" porque um amigo do cientista, o botânico Joseph Hooker, que estava encarregado da classificação das espécies durante uma breve estadia no British Geological Survey em 1846, se esqueceu de incluí-las no registro da instituição.
As mostras redescobertas foram fotografadas e serão expostas ao público pela internet, indicou a BBC.


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