29 Dezembro, 2011

Simpatias - Ano Novo





Marcas do que se foi


Comer uma colher de lentilha. Isto garante crescimento em todas os setores da vida no próximo ano.


Não comer frango na ceia da virada. Acredita-se que, como a galinha cisca para trás, quem comê-la irá regredir na vida durante o novo ano.


Existem diversas simpatias para atrair dinheiro: chupar sete sementes de romã na noite de réveillon, embrulhá-las num guardanapo e guardar o pacotinho na carteira; guardar uma folha de louro; colocar uma nota no sapato; comer três uvas à meia-noite, fazendo um pedido para cada uma delas; e jogar moedas da rua para dentro de casa.


Também com lentilha, recomenda-se comer um prato delas à meia-noite. A simpatia tem que ser feita em cima de uma cadeira. Durante o ritual, é preciso pensar em coisas felizes e pedir felicidade, saúde e paz.


Dar três pulinhos com uma taça de champanhe na mão, sem derramar uma gota. Depois, jogar todo o champanhe para trás: tudo o que for ruim vai ficar no passado. Quem for atingido pela bebida, terá sorte garantida o ano inteiro.


Subir com o pé direito num banquinho, degrau ou cadeira. É um impulso para subir na vida.


Pular só com o pé direito à meia-noite, para atrair coisas boas.


Não passar a virada do ano de bolsos vazios. Do contrário, eles continuarão assim pelos próximos doze meses.


No último dia do ano, fazer uma bela limpeza na casa, varrendo-a de trás para frente. O lixo deve ser colocado para fora, assim como todo e qualquer objeto quebrado. Lâmpadas queimadas precisam ser trocadas. Nada de roupas guardadas do avesso. E, para afastar mau agouro, lavar os batentes das portas com sal grosso e água e borrifar com água benta os quatro cantos da casa. Depois, providenciar flores amarelas e espalhá-las pelos cômodos.


Usar lençóis limpos, na primeira noite do ano, deixam os possíveis problemas do ano que passou na máquina de lavar.


Para acabar com os problemas de coluna, colocar na noite de Ano Novo um pedaço de cana, de sua altura, debaixo da cama.


Para ter sorte no amor, à meia-noite, cumprimentar em primeiro lugar uma pessoa do sexo oposto.


Cumprimentar o maior número de pessoas possível. Quanto maior for os "felicitados", maior será o número de amigos fiéis ao longo do ano.


Fazer três pedidos, um em cada pedaço de papel. Colocá-los ao lado de três velas azuis acesas em um prato branco nunca usado. Isso garante que eles sejam realizados.


Fazer três saquinhos e colocar dentro uma maçã e uma nota de dinheiro. Antes da meia-noite, colocá-los próximo a uma vela acesa. No dia seguinte, comer uma das maçãs e guardar o dinheiro. Dar de presente os outros dois saquinhos a uma criança e a uma pessoa necessitada.


Tomar um banho com uma efusão de sal grosso, três dentes de alho e três gotas de alfazema. Depois, vestir-se de branco. Vale também colocar uma vela branca e um prato de arroz cru com moedas sobre a mesa da ceia. A combinação atrairá prosperidade.


Banhar-se no mar nos últimos sete dias do ano. Se não estiver no litoral, vale jogar no corpo um copo de água com um punhado de sal grosso.



Ceia da virada




Pernil
A tradição de comer pernil na virada é antiga. Acredita-se que consumir a carne do porco, que é um animal que "fuça" a comida, empurrando-a para frente, traz sorte o ano todo e progresso na vida de quem o come. Independente das crenças, a carne é considerada nobre. É a partir dela que se prepara o presunto. Fresco, pode ser grelhado ou assado e deve ser consumido em até três dias. O pernil de porco é uma carne rica em colesterol. Crua, a carne contém 49 mg/100g. Na forma de tender (pernil pré-cozido ou defumado, recoberto por uma calda, geralmente à base de açúcar mascavo, acrescida de cravos), seu teor sobe para 8,1 mg/100g.


Grãos
A mesa da virada também é rica em pratos com grãos, como feijão e trigo. A sabedoria popular diz que eles devem ser consumidos justamente porque aumentam de tamanho durante seu cozimento. Da mesma forma, a pessoa que o consumir, crescerá na vida no próximo ano.


Lentilha
A lentilha, mais antiga leguminosa cultivada pelo homem, tem origem na Ásia Ocidental (próximo a Síria). Seu nome é uma homenagem à família roma Lentuli. Muitos crêem que suas sementes simbolizam abundância. Essa superstição veio de uma história bíblica. Esaú abriu mão de seus direitos de primogênito ao irmão Jacó por causa de um delicioso prato de lentilhas. Mas, mesmo abdicando desse poder, se tornou um homem muito rico. A forma dos grãos de lentilha também contribui para sua associação com dinheiro, já que lembram pequenas moedas.


Mel com tâmaras e figos secos
O poeta Ovídio, em seus escritos do século I, conta que a iguaria foi inventada pelo imperador romano Júlio César. Ele a oferecia aos amigos, com os desejos de que ?o sabor do tempo? que começava fosse doce. Junto, mandava também uma folha de louro. O costume se manteve na Itália, que ainda hoje come figos em folhas de louro na passagem do ano.


Champanhe

Em 1695, vivia no norte da França um grande preparador de vinhos, dom Pierre Pérignon (1639-1715), que foi o mestre de adega da abadia beneditina de Hautvillers por 47 anos. Certo dia, este monge cego decidiu lacrar suas garrafas com cortiça completamente seca, em vez de usar tampas de madeira e fios de corda embebidos em óleo, como era habitual. Conseqüentemente, o dióxido de carbono produzido durante a fermentação, que conseguia passar através dos poros da madeira, ficou aprisionado pela nova rolha. Desse modo, Dom Pérignon recebeu os créditos de ter colocado as bolhas no champanhe.


Rapidamente, a invenção do monge encantou a população da região de Champagne, no nordeste da França. O novo vinho de Champagne viajou rumo às cortes de Paris e de outros países da Europa. Por volta de 1720, caixas do vinho já eram exportadas até para a rival Prússia, de Frederico Guilherme I, um apaixonado pela bebida.


Com a evolução da enologia, os vinicultores bolaram um método mais simples e mais veloz de estimular o surgimento das borbulhas - a adição de açúcar de cana e de alguns fermentos. Os fermentos alimentam-se do açúcar e, na sua digestão, libera o gás carbônico. Esse processo é feito em duas fermentações. Após a primeira, comum a todos os vinhos, realiza-se a segunda, que inclui a remuage (rotação das garrafas que faz reunir no gargalo os sedimentos da fermentação), o dégorgement (resfriamento do gargalo para que os sedimentos fiquem presos no gelo e só saiam por pressão) e a dosagem de açúcar (que define o tipo do espumante).


Até hoje, apenas o vinho feito com as uvas da região de Champanhe - Pinot Noir, Pinot Meunier e Chardonnay - pode exibir, no seu rótulo, o título champagne. Todos os outros são chamados de vinhos espumantes. O prosecco é um tipo de espumante produzido na região de Valdobbiene, na Itália.




Revéillon no Brasil




• Pular sete ondinhas e fazer sete pedidos assim que soa a meia-noite do Ano Novo é um costume brasileiro tão arraigado quanto vestir branco. A origem desses rituais está nas religiões africanas trazidas pelos escravos. O branco representa luz, pureza e bondade.


• A palavra axé é muito usada pelas pessoas que moram na Bahia para desejar "boa sorte". Ela surgiu do próprio folclore baiano, mas as suas raízes estão na África. Axé é cada um dos objetos sagrados do orixá (divindade africana) - pedras, ferros, recipientes, etc. - que ficam no peji (santuário) das casas de candomblé (religião dos negros iorubá, grupo sudanês da África Ocidental). Isto significa que axé é uma energia positiva que permite que todas as coisas existam.


• A festa de Bom Jesus dos Navegantes é realizada em Salvador, no primeiro dia do ano. A imagem de Cristo, em embarcação ornamentada e acompanhada por centenas de outras, cruza a baía de Todos os Santos.


• A música mais famosa do réveillon brasileiro, Adeus, Ano Velho!, foi feita em 1951 por Chico Alves, com letra de David Nasser.





Adeus Ano Velho,Feliz Ano Novo


• Todos os anos a comunidade nipônica de São Paulo (SP) realiza no dia 31 de dezembro a Motitsuki. Consiste em uma farta distribuição do moti, bolinho de arroz japonês. Faz parte da tradição comer o petisco no primeiro dia do ano para trazer sorte.


Moda

• Branco é um dos símbolos mais fortes da paz. Essa é uma das principais razões que explicam o hábito de os brasileiros vestirem roupas dessa cor na virada do ano. Mas esse costume também pode estar ligado às tradições do candomblé. O branco predomina nas vestimentas dos praticantes dessa religião, que na noite de Ano Novo prestam homenagem a Iemanjá, uma de suas principais entidades. Até mesmo muitas pessoas que nunca pisaram num terreiro lançam no mar, devidamente vestidas de branco, algumas rosas à Rainha das Águas.


• Usar pelo menos uma peça amarela atrai dinheiro. Vale até um lacinho de fita, que deve ficar guardado na bolsa durante o ano inteiro.


• Evite usar roupas apertadas durante a passagem do ano. Elas podem trazer dificuldades para o ano que se inicia.


• As pretas devem ser evitadas. Primeiro porque preto remete a luto, tristeza, coisa que ninguém quer lembrar no réveillon. Segundo porque ficariam muito visíveis sob roupas brancas.


Fonte dos textos acima: GUIA DOS CURIOSOS





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