21 Dezembro, 2011

Como surgiu o Natal












Enquanto a tão sonhada paz não vem, não devemos fechar o olhos para para a realidade.





JOHN LENNON - HAPPY XMAS (LEGENDADO) (2)





Alguns pesquisadores dizem que a tradição de comemorar o nascimento de Jesus Cristo no dia 25 de dezembro foi estabelecida pelo Papa Libério em 354 d.C. De fato, não há documentos que certifiquem que o Messias veio mesmo ao mundo nesta data. A Igreja Católica escolheu o período para celebrar o nascimento de Cristo, porque era nessa época, na Roma antiga, eram realizadas as Saturnais (festa pagã muito popular, que reverenciava o deus Saturno) e outras festas pagãs. A idéia foi diminuir a importância das comemorações e, ao mesmo, "adaptá-las" a passagens e princípios relacionados à vida e obra de Jesus. Também se sabe que muitas líderes, mestres e figuras mitológicas de outras crenças vieram ao mundo no dia 25 de dezembro ou em data próxima.


Árvore de Natal


• A maioria das versões sobre a procedência da árvore de Natal indica a Alemanha como seu país de origem. A mais aceita atribui a novidade ao padre Martinho Lutero, autor da Reforma Protestante do século 16. Ele montou um pinheiro enfeitado com velas em sua casa. Queria, assim, mostrar às crianças como deveria ser o céu na noite do nascimento de Cristo.


• Outra versão atribui a criação ao anglo-saxão Vilfrido. Ele teria ido pregar o cristianismo na Alemanha e teria usado a figura triangular de um pinheiro para explicar a Santíssima Trindade. A partir de então, a árvore passou a ser reverenciada como uma planta divina.


• A tradição de relacionar árvores a divindidades vem da mitologia grega. As plantas, para o gregos, intermediavam o céu e a terra e simbolizavam a evolução e a elevação do homem. O carvalho homenageava Júpiter; a oliveira, a deusa Minerva; e a videira, o deus Baco. Para os chineses, o pinheiro significa longa vida.

• Já na Roma antiga, existia o costume de pendurar máscaras de Baco em pinheiros para comemorar uma festa chamada de Saturnália, que coincidia com o nosso Natal.
• Na Europa, durante o século 12, havia a tradição de pendurar um pinheiro no teto das casas, de ponta-cabeça, como símbolo da fé cristã.


• Foram os ingleses quem popularizaram a árvore de Natal. Eles tomaram contato com a tradição por volta de 1850. Quando o príncipe Albert se casou com a rainha Vitória, ela começou a montar árvores majestosas em sua residência de férias na ilha de Wight (Inglaterra). A população passou a imitá-los. Hoje, a árvore de Natal mais popular do país é a montada na Trafalgar Square, em Londres. Ela é doada todos os anos pela Noruega, em reconhecimento pela ajuda inglesa ao seu povo durante a 2ª Guerra Mundial.


• A primeira árvore natalina brasileira foi montada no Rio Grande do Norte em 1909.


• Em 2002, a prefeitura do Rio de Janeiro (RJ) montou na Lagoa Rodrigo de Freitas um mega-árvore de Natal. Ela tinha 82 metros de altura (o mesmo que um prédio de 8 andares) e pesava 350 toneladas (o mesmo que 2 Boeing 747 empilhados). Foi decorada com 2,8 milhões de microlâmpadas, que formava 200 seqüências diferentes de desenhos. Ao seu redor, havia 8 canhões de luz.


Peru de Natal





O peru é conhecido na Itália como gallo d’Índia (ou dindio/dindo); na França, como coq d’Índe ou dinde; e na Alemanha, como calecutischerhahn, numa referência a Calcutá, cidade da Índia. Tudo porque Cristóvão Colombo conheceu o peru quando chegou à América, mas pensava estar desembarcando naa Índias.


Fez tanto sucesso na Europa que, em 1549, foi oferecido à rainha Catarina de Médicis, em Paris. No banquete foram servidos cem aves (70 "galinhas da Índia" e 30 "galos da Índia"). Era tão apreciado que se tornou o símbolo de alimento das grandes ocasiões.


O filósofo da gastronomia, Brillat Savarin (1755-1826) diz que o peru "é a maior, se não a mais fina, pelo menos a mais saborosa entre as aves domésticas, pois possui a qualidade única de reunir em torno de si todas as classes da sociedade". Tanto homens do povo como os aristocratas juntavam-se para saborear o peru em comemorações.


Nos Estados Unidos, o peru representou o fim da fome dos primeiros colonos ingleses que lá chegaram, e hoje é prato obrigatório no Thanksgiving, ou Festa de Ação de Graças.


No Brasil a ave é apreciada desde a época do Brasil Colônia, tanto na Corte como no Sertão.


Origem da tradição


• O peru foi introduzido no Brasil pelo catarinense Atílio Fontana, fundador da Sadia. E o hábito de comer peru no Natal foi influência da cultura americana.


• Nos Estados Unidos, os índios criavam perus antes da chegada dos ingleses. Depois que os colonizadores chegaram, para comemorar a primeira grande colheita de produtos cultivados, os índios serviram peru. A partir de então, criou-se o hábito de comer essa ave em comemorações.


• Os norte-americanos e ingleses chamam o animal de turkey porque a ave, proveniente do México, era transportada pelas naus até a Espanha. De lá, comerciantes turcos a levavam até a Inglaterra. E a origem do mercador foi estendida à mercadoria.


Panetone





O bolo recheado de frutas secas e uvas secas é uma tradição do Natal italiano. Ele foi criado na cidade de Milão, não se sabe ao certo por quem. Veja as versões italiana para a criação do Panetone:
• A primeira é que o produto nasceu no ano 900, inventado por um padeiro chamado Tone. Por isso, o bolo teria ficado conhecido como pane-di-Tone.
• A segunda versão da história diz que o mestre-cuca Gian Galeazzo Visconti, primeiro duque de Milão, preparou o produto para uma festa em 1395. Ele teria servido a receita em uma recepção para entrega de insígnias ducais em 5 de setembro de 1395.
• A terceira conta que um certo Ughetto resolveu se empregar numa padaria para poder ficar pertinho da sua amada Adalgisa, filha do dono. Ali ele teria inventado o panetone, entre 1300 e 1400. Feliz com a novidade, o padeiro permitiu que Ughetto se casasse com Adalgisa.


No Brasil, a tradição surgiu depois da Segunda Guerra Mundial. Imigrantes italianos resolveram fazer o mesmo panetone consumido por eles na Itália na época de Natal. Ele se popularizou por aqui graças a Carlo Bauducco, que começou a vender sua receita na doceria que possuía em São Paulo (SP).


Natal no mundo




África



Nos países africanos, acontece no Natal uma cerimônia para agradecer os bons resultados da colheita. A boa colheita é comemorada acendendo-se uma vela para cada um dos 7 princípios necessários para o sucesso: união, auto-determinação, trabalho coletivo e responsabilidade, economia cooperativa, propósito, criatividade e fé. A cerimônia é chamada de "Kwanzaa".


Alemanha


Quatro domingos antes do Natal, as famílias mantêm a tradição de fazer a Coroa do Advento, formada por quatro velas. A cada domingo, uma vela é acesa. A árvore é decorada com os "pfefferkuchen", bolachinhas recobertas de glacê colorido.


Austrália


O Natal da Austrália é no verão. Por isso, na véspera, alguns australianos comemoram com um piquenique organizado no campo ou na praia. O cardápio é variado e inclui pratos tradicionais, como peru, presunto e pudim de ameixa, e de origem aborígene, como canguru defumado, molho de brandy e merengue com nozes locais. Eles também decoram as casas com muitas flores e plantas.


Áustria


Há presépios montados por toda parte e as árvores de Natal são iluminadas por velas. Para anunciar a Missa do Galo, músicos tocam trombetas nas torres das igrejas. Nas igrejas, os fiéis cantam Noite Feliz, segurando lanternas em suas mãos.


Bangladesh


Neste país asiático, os cristãos plantam bananeiras para decorar a entrada de casas e de igrejas. Fazem arcos utilizando folhas das bananeiras e pedaços de bambu. Depois, colocam óleo e "forram" as paredes das casas, de modo que elas fiquem cheias luz.


Bélgica


No dia 4 de dezembro, São Nicolau (como Papai Noel é conhecido por lá) visita a casa de todas as crianças para saber quem se comportou direitinho. Dois dias depois, ele volta para pôr os presentes em cestinhas que meninos e meninas deixaram perto da porta. Algumas crianças colocam junto cenouras para alimentar as renas de Papai Noel.


China


O costume de se comemorar o Natal ainda é novo na China. Alguns chineses montam árvores artificiais em suas casas, decorando-as com enfeites feitos de papel, como flores e lanterninhas. As crianças penduram meias na sala e ficam à espera de Papai Noel.


O Papai Noel chinês é chamado pelas crianças de "Dun Che Lao Ren" ("Homem velho do Natal", em chinês).


Em Hong Kong, o Natal é chamado de "Ta Chiu", uma cerimônia de renovação e paz. Uma das tradições é queimar uma lista com os nomes dos moradores da região, na esperança que o papel com os nomes chegue até o céu.


Natal em outras religiões




Budismo


Cristo nem sequer é mencionado pelos textos sagrados desta religião. Sua festa mais importante ocorre em maio, quando os devotos rememoram o nascimento e a morte de Buda. Nessa ocasião, dão banhos de chá em uma imagem de elefante com um bebè em cima. Ela depois é colocada em um altar enfeitado.


Hinduísmo


Os adeptos dessa religião reconhecem Cristo como um avatar (encarnação de Vishnu, uma de suas entidades divinas mais importantes). O dia 25 de dezembro é reservado à comemoração da Festa das Luzes. Neste dia, para eles, o nascimento da luz venceu a escuridão.


Islamismo


Para os islâmicos, Cristo é uma espécie de profeta. Mas mesmo dando relativa importância a sua figura, os fiéis não possuem uma data especial para comemorar seu nascimento. As duas principais festas da religião são a Eid el-Fitr, celebração do desjejum realizada após o Ramadã, e o Eid el-Adha, que marca o encerramento da peregrinação a Meca.


Judaísmo


Os judeus não reconhecem Jesus Cristo como Filho de Deus e, portanto, não comemoram seu nascimento. No período do Natal, eles realizam o Chanuká, ou a Festa das Luzes. Ela relembra a reinauguração do Grande Templo de Jerusalém, reconquistado pelos judeus após 3 anos de guerras. Quando foi retomado, o local estava cheio de imagens pagãs e sediava costumes profanas. Para purificá-lo, foi necessário acender diversas luzes. Por isso, o principal símbolo do chanuká, que dura 8 dias, é a menorá (candelabro judaico). As oito velas que o adornam são acesas, uma a cada dia, durante a festividade.


Testemunhas de Jeová


Como entendem que festas de aniversário são um costume pagão, as Testemunhas de Jeová, apesar de prestarem devoção a Cristo, não fazem nenhuma comemoração no dia 25 de dezembro. Eles também preferem negligenciar a data, porque não há nada na Bíblia que ateste ser este o dia do nascimento do Messias.


Umbanda


A religião associa Cristo a Oxalá, maior de todos os Orixás. No dia 25 de dezembro, os umbandistas agradecem à entidade que, segundo sua crença, comanda todas as forças da natureza.


Fonte dos textos acima:Guia dos Curiosos




Carta fechada para Papai Noel é encontrada após cem anos em Dublin




Filho de autora se identificou após ler em um jornal sobre carta descoberta em chaminé de casa; entre os pedidos da menina, estavam um par de luvas e um caramelo grande.


Fonte do texto: BBC Brasil



O espírito de Natal chegou com cem anos de atraso para um irlandês da cidade de Bangore, que descobriu uma carta para Papai Noel escrita por sua mãe quando era criança.


A carta, bastante deteriorada, foi fechada em 1911 e permaneceu escondida em uma casa de Dublin por várias décadas.


A mãe de Victor Bartlem, Hannah Howard, escreveu sua carta de Natal com sua lista de desejos quando tinha dez anos de idade. Ela foi descoberta em 1991, quando o atual dono da residência, John Byrne, instalou o sistema de calefação central.


Ele encontrou a carta de Hannah na chaminé e decidiu deixá-la ali como um símbolo de tempos passados. Byrne a publicou esta semana no jornal Irish Times, e foi assim que Bartlem, que vive a mais de 150 km de Dublin, leu sobre ela.


Ele estava tranquilamente em sua casa quando sua mulher leu no jornal sobre a pequena menina de Oaklands Terrace, no subúrbio dublinense de Terenure, que pôs sua carta na chaminé. Foi então que Bartlem se deu conta de que se tratava de sua mãe.


"Simplesmente não podia acreditar, foi impressionante, e é uma carta fofa, típica de uma menina", disse.


Bartlem afirmou que ficou impressionado com a reação das pessoas. "É o espírito natalino em que estamos, é o Natal."


Em sua lista de Natal, Hannah escreveu: "Quero uma boneca bebê, uma capa impermeável com capuz, um par de luvas, uma maçã caramelada, um penny de ouro e um caramelo grande".


Hannah nasceu no dia de Natal em 1900. Bartlem diz que sua mãe se casou com seu pai, Alfred Bartlem, em 1931.


Ela teve dois filhos, Howard e Victor, e morreu em 1978.











Fonte:www.charges.com.br







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