Há 20 anos, morria o insubstituível Freddie Mercury
Líder do Queen, que fez apresentações históricas em São Paulo e Rio nos anos 1980, foi vítima da aids, mas deixou seu legado à música
onte do texto:Lipe Fleury - estadão.com.br
A morte de um dos maiores vocalistas da história do rock completa 20 anos nesta quinta-feira. Nascido no arquipélago de Zanzibar em 1946, no leste africano, Farrokh Bulsara estava destinado ao estrelato. Quem?
We Are The Champions (HQ) (Live At Wembley 86)
Certo, embora seu nome de batismo não soe familiar, a alcunha artística Freddie Mercury tornou-se sinônimo de carisma e talento, e é imediatamente associada a uma voz cristalina e de alcance impressionante.
Na companhia de um habilidoso trio de instrumentistas, Freddie fundou uma das bandas mais icônicas em todos os tempos, o Queen. Teatral, o cantor comandou shows comoventes e divertidos em estádios e arenas ao redor do planeta por cerca de quinze anos. Nas palavras do próprio músico, o Queen era "o Cecil B. DeMille do rock & roll, sempre querendo fazer coisas maiores e melhores".
O grupo foi um dos primeiros gigantes do rock a se apresentar por aqui. Em 1981, tocaram duas noites no Estádio do Morumbi, para uma plateia ensandecida de quase 100 mil pessoas. Quem estava presente costuma lembrar o momento com carinho e nostalgia. Quatro anos mais tarde, voltariam ao País para mais dois shows sublimes, na primeira edição do Rock in Rio.
Freddie também foi um prolífico compositor, assinando alguns dos maiores e mais originais hits da banda, como Bohemian Rhapsody e Don't Stop Me Now. O típico uso de overdubsdo Queen, muitas vezes resultando em fascinantes harmonias vocais, também é atribuído ao frontman.
Como alguns de nossos ídolos, Freddie foi vítima da aids, doença que à época ainda carecia de um tratamento eficiente. Um gênio insubstituível, que merece reverência especial na data de hoje mas que será lembrado para sempre por qualquer fã da boa música.
Descoberta de moedas antigas deve mudar história do Muro das Lamentações
DA REUTERS, EM JERUSALÉM

Moedas achadas sob o Muro das Lamentações, em Jerusalém, devem mudar história da construção do local
Arqueólogos israelenses anunciaram o achado de moedas antigas que podem subverter as crenças largamente mantidas sobre as origens do Muro das Lamentações de Israel, um dos locais mais sagrados para o Judaísmo. O anúncio da descoberta foi feito nesta quarta-feira.Por séculos, muito do que se pensava sobre o muro era que ele fora construído pelo rei Herodes (que detém má fama, na tradição do Cristianismo, por ser algoz nos esforços de perseguição do bebê Jesus, de acordo com a história original dessa religião).
Mas arqueólogos afirmaram ter encontrado moedas enterradas sob os alicerces do muro, e que foram cunhadas 20 anos depois da morte do rei Herodes, em 4 d.C. --o que demonstra que a estrutura foi completada pelos reinados sucessores.
A descoberta pode significar uma revisão nos guias turísticos para as multidões que visitam a cidade.
"Cada guia turístico baseado na história de Jerusalém responde 'Herodes' quando perguntado sobre quem construiu o muro", disse a autoridade de antiguidades de Israel, em comunicado.
"Essa partícula da informação arqueológica ilustra o fato de que a construção do muro foi um projeto enorme que levou décadas e que não foi completado durante a vida de Herodes", disse a autoridade israelense.
A autoridade disse que os historiadores acadêmicos já tinham conhecimento, a partir de fatos narrados pelo historiador judeu Flávio Josefo (37 ou 38 d.C. - 100 d.C), de que o muro fora completado pelo bisneto de Herodes.
Mas esse relato não ajudou a dissipar a história popular de que Herodes concluiu o Muro das Lamentações. As moedas foram a primeira evidência concreta para fazer uma atualização da versão de Flávio Josefo.
Dente de dinossauro com 67 milhões de anos será leiloado nos EUA
Osso de tiranossauro tem 338 gramas e 15,2 centímetros.
Valor pago pela peça pode chegar a R$ 53,5 mil.
Da Caters News

Dente de tiranossauro rex tem, pelo menos, 67 milhões de anos (Foto: Caters News)
Um dente de tiranossauro com 67 milhões de anos será leiloado no dia 11 de dezembro em Los Angeles, nos Estados Unidos. Descoberto em uma fazenda em Garfield County, no estado de Montana, o osso tem 15,2 centímetros de extensão e pesa 338 gramas. O valor pago pela peça pode chegar até R$ 53,5 mil.O osso foi achado enterrado no solo por um trabalhador rural que arava o local. Com ótimo estado de conservação, a presa é uma das mais antigas já encontradas no mundo e era usada para triturar os ossos de presas do tiranossauro.
Pintura a óleo no Afeganistão: Reviravolta artística
Pintura a óleo é mais antiga do que se pensava
Bruno Vieira Feijó
O Afeganistão é famoso por não preservar seus impressionantes sítios arqueológicos. Em 2001, militantes do Talebã, que controlavam o país, demoliram duas estátuas que continham as maiores imagens de Buda do mundo. Pois agora o país entrou na história da arte – e, desta vez, de uma forma positiva. Uma equipe formada por arqueólogos japoneses, americanos e suíços encontrou, no vale afegão de Bamiyan, as mais antigas pinturas a óleo conhecidas. Elas são oito séculos mais velhas do que o registro anterior, encontrado na Europa durante a Renascença. Quem achava que a pintura a óleo havia sido desenvolvida pelo belga Jan van Eyck antes de ser eternizada por pintores italianos, como Leonardo da Vinci, vai ter que rever seus conceitos.
O Getty Conservation Institute, de Los Angeles, analisou 53 amostras de murais coletados em Bamiyan e afirmou que 19 delas carregam diferentes tipos de óleo na pintura. São budas datados do ano 650 que usam vestes vermelhas, têm os cabelos amarrados e estão sentados com as pernas cruzadas. Alguns reverenciam macacos e outras criaturas de influências chinesa e indiana. A descoberta impressiona porque a tinta a óleo exige um conhecimento químico sofisticado. “Foi como se estivéssemos achando pinturas medievais na Itália”, disse o chefe da equipe, o japonês Yoko Taniguchi. Os pintores dos budas usavam substâncias orgânicas, como goma vegetal, óleo seco e gordura animal.
Depois que os ataques entre Estados Unidos e talibãs cessaram, arqueólogos rumaram para o Afeganistão com o objetivo de recuperar as preciosidades que ainda restam no vale. Agora, os cientistas querem usar a mesma técnica de identificação, a cromatografia gasosa, para analisar murais de Irã, China, Turquia, Paquistão e Índia. Eles acreditam que esses países também devem guardar muitas surpresas.
Fonte do texto:Revista Aventuras na História














Além do Cidadao Kane(substituído:03/09/2009)
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