Black Sabbath original promete 1º disco de estúdio em 33 anos
Fonte:FERNANDA EZABELLA
DE LOS ANGELES
Black Sabbath- Never Say die -1978-Tour
Os quatro músicos originais do Black Sabbath prometeram uma "turnê mundial pesada" a partir de meados de 2012 e um álbum com canções inéditas a ser produzido por Rick Rubin, num evento nesta manhã de sexta-feira, organizado num famoso bar de Los Angeles.
Com a formação original, será o primeiro show do grupo desde 2005, quando eles tocaram no Ozzfest, nos EUA, e também o primeiro disco de estúdio desde 1978 (o último foi "Never Say Die!").
"Era hora, era o momento certo", disse Ozzy Osbourne, meio gaguejando, como sempre, ao lado do guitarrista Tony Iommi, do baixista Geezer Butler, do baterista Bill Ward e de Rubin.
Osbourne comentou que as seis ou sete músicas em que já estão trabalhando "são incríveis" e fazem jus ao espírito do Black Sabbath.
A turnê já tem uma data marcada, 10 de junho, fechando o festival britânico Download. O novo álbum ainda não tem nome e deve sair no segundo semestre de 2012, seguido de uma turnê mundial. Nenhum país citado.
Sobre a escolha de Rubin, Osbourne disse que foi "uma opção óbvia". "Ele queria fazer há muito tempo e vivia perguntando quando íamos voltar", afirmou.
O produtor falou que o disco está no meio do processo de composição. "É inspirador acompanhá-los no estúdio", comentou Rubin. "Queremos criar um clima confortável para eles no estúdio, natural, fácil, sem pressão."
Pioneiros do heavy metal, os quatro formaram a banda em 1968, em Birmingham (Reino Unido), mas o grupo se desfez em 1979, quando Osbourne foi expulso por problemas com drogas e álcool.
A banda, conhecida por músicas como "Paranoid" e "War Pigs", passou então por uma série de mudanças, com inúmeros músicos e vocalistas, incluindo Ronnie James Dio, morto em 2010 aos 67 anos, após sofrer com um câncer no estômago.
Em 1997, os quatro membros originais resolveram se reunir e lançaram um álbum ao vivo no ano seguinte, além de saírem em turnê, até o derradeiro OzzFest de 2005. Na época, chegaram a prometer um disco só de inéditas, mas nunca aconteceu. "Tentamos fazer, mas não deu certo, não tinha a qualidade que queríamos", comentou o baixista Geezer Butler.
O Black Sabbath foi responsável por popularizar o heavy metal nos anos 70 e vendeu mais de 15 milhões de discos só nos EUA e mais de 100 milhões pelo mundo. O anúncio da sexta foi feito no lendário Whisky a Go-Go, na Sunset Boulevard, porque foi aqui que eles fizeram sua estreia em Los Angeles, 41 anos atrás, na mesma data, 11/11.
Técnicas modernas aposentam dissecação em estudo de múmia
Fonte do texto:DO "NEW YORK TIMES"

Um grande aliado no estudo das múmias é o processo de Raios-X.
Sem recorrer a ferramentas intrusivas, cientistas usaram raios-x e exames de tomografia computadorizada para estudar uma múmia egípcia de 2.000 anos."É possível obter uma grande quantidade de informações com o uso de imagens médicas, sem danificar artefatos de valor incalculável, diferentemente dos estudos da década de 1960, quando se abriam as múmias", disse Sarah U. Wisseman, especialista em múmias da Universidade de Illinois, em Urbana-Champaign, que lidera a pesquisa juntamente com um patologista, um radiologista e um antropólogo físico.
A múmia de uma criança indica que ela viveu no período greco-romano da história egípcia, entre 332 a.C. e 395 d.C.
Wisseman e seus colegas escanearam a múmia em 1990 --descrevendo-a em seu livro "The Virtual Mummy" (Illinois, 2003)-- e novamente este ano, já que a tecnologia se aperfeiçoou nos últimos anos.
O crânio da criança estava rachado. Embora já se soubesse disso pelos exames antigos, novas imagens revelam que a rachadura é muito pior do que se pensava.
"Há uma pedaço extra de osso empurrado para dentro da cavidade craniana", afirmou Wisseman. "Ainda não sabemos o que ocorreu antes ou depois da morte."
As novas imagens também mostram que provavelmente havia uma mecha de cabelo de um lado da cabeça --algo visto em retratos romanos daquela época.
A mecha era um sinal de status e indicava que a criança pertencia a uma família abastada.
Sustentando essa hipótese, os tecidos que envolvem a múmia contêm elementos dourados e pigmento vermelho importado da Espanha.
O sexo da criança ainda é um mistério. A pélvis está danificada e as mãos cobrem a região genital.
Wisseman apresentou as descobertas nesta semana, durante um simpósio sobre múmias na universidade.
Arqueólogos acham osso humano de 24 mil anos no Japão
Fonte do texto:DA EFE
Uma equipe de cientistas japoneses anunciou nesta quinta-feira a descoberta de um osso humano de cerca de 24 mil anos de antiguidade em uma caverna da ilha de Ishigaki, na província de Okinawa (sudoeste do Japão).
O fragmento está entre os mais antigos encontrados até agora no Japão.
Anteriormente, uma peça com 32 mil anos foi localizada em uma caverna de Naha, também em Okinawa, informou a agência de notícias Kyodo.
Coordenados pelo antropólogo da Universidade de Tóquio Minoru Yoneda, os pesquisadores fizeram o teste do carbono 14 para identificar a idade do osso encontrado em março.
Parte de uma expedição iniciada em 2010 pelo Centro Arqueológico de Okinawa, a descoberta pode ajudar os especialistas a entender mais sobre os antepassados do povo japonês, detalhou Yoneda.
Em fevereiro de 2010, os arqueólogos encontraram três fragmentos de ossos humanos nas ruínas em cavernas próximas ao aeroporto de Ishigaki, com cerca de 15 mil a 20 mil anos de idade.
Vida e Morte do Bandeirante: Gente como a gente
Há quase 80 anos, José de Alcântara Machado inovou ao estudar a história de São Paulo através do cotidiano de pessoas comuns
Sérgio Amaral Silva
Até meados de 1930, os historiadores costumavam se dedicar apenas às grandes personagens: aquelas que tivessem protagonizado os acontecimentos marcantes do passado. Isso ajuda a entender o impacto causado por um livrinho que foi publicado em 1928. Em Vida e Morte do Bandeirante, José de Alcântara Machado mostrava, quase como se fosse um pintor, detalhes e pequenos episódios da vida cotidiana dos primeiros habitantes de São Paulo, nos séculos 16 e 17.Para compor esse painel, com originalidade e uma linguagem simples, o autor se antecipou a seus contemporâneos e utilizou como fonte inventários paulistas de 1578 a 1700 – ou seja, as relações dos bens dos antigos bandeirantes. Na pesquisa, encontrou curiosidades, como o fato de que as terras, que eram abundantes, podiam valer menos do que as roupas, importadas da Europa. A economia, a vida familiar e a religiosidade dos pioneiros também estão retratadas em cores vivas neste clássico.
José de Alcântara Machado e Oliveira nasceu na cidade de Piracicaba, em 19 de outubro de 1875. Pertencia a uma das famílias mais tradicionais da província, “paulistas de 400 anos”, como dizia com orgulho. Seu pai era o advogado e escritor Brasílio Machado. Seu filho Antônio, que nasceria em 1901, viria a ser um dos principais nomes do Modernismo, companheiro de Oswald e Mário de Andrade e autor de Brás, Bexiga e Barra Funda. Alcântara Machado foi um intelectual destacado em sua época: historiador, jurista e professor, escreveu vários livros de direito. Como político, chegou a senador. Graças a sua obra-prima Vida e Morte do Bandeirante (cuja última edição, de 1980, é da Itatiaia), elegeu-se para a Academia Brasileira de Letras, em 1931. Empossado em 1933, ocupou a cadeira nº 37 até sua morte, na cidade de São Paulo, em abril de 1941.
Fonte;Revista Aventuras na História nº 27-novembro de 2005













Além do Cidadao Kane(substituído:03/09/2009)
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